Um tempo do agir de Deus no qual desfrutamos de um alinhamento doutrinário sobre a perfeita Graça do nosso Deus, assim foi mais uma edição da Conferência Graça Transformadora na Alcance Curitiba, na terça-feira, dia 04/10. Nos rendemos diante do Senhor durante o período de louvor liderado pelo pastor Marcus Salles, da Igreja Tenda do Leão - Projeto Vida Nova em Campo Grande - RJ. O pastor Luciano Subirá afirmou que a Graça não veio relativizar a obediência, mas sim torná-la possível. Em Hebreus 7:12 está escrito: “Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente muda também a lei.” Em João 13:34b o próprio Jesus disse: “Eu lhes dou um novo mandamento: que vocês amem uns aos outros.” Podemos declarar sem medo que com o início do sacerdócio de Jesus, uma nova lei entrou em vigor e a lei mosaica se tornou antiquada, conforme Gálatas 3:19, onde se torna clara a função e o prazo de validade dela: “Logo, para que é a lei? Ela foi acrescentada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem se fez a promessa”.
A Graça não veio abaixar o padrão, ao contrário, ela o aumentou, como Cristo deixou claro em Mateus 5:43-44: “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo.’ Eu, porém, lhes digo: amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês.” E nos versículos 27 e 28: “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não cometa adultério.’ Eu, porém, lhes digo: todo o que olhar para uma mulher com intenção impura, já cometeu adultério com ela no seu coração.”. A partir disso podemos ver que o problema na antiga aliança não era a lei em si, mas a incapacidade do homem de alcançar o padrão imposto. O Deus da antiga aliança é o mesmo da nova: “Porque eu, o Senhor, não mudo” (Malaquias 3:6a). Como nosso Deus é imutável, a mudança ocorre em nossa compreensão do “EU SOU”. O Senhor criou ambas as alianças para serem obedecidas em seus períodos de vigência (Deuteronômio 28:1, João 14:21), sendo a antiga a sombra da nova (Hebreus 10:1). A mudança de sacerdócio não indica uma alteração de natureza e sim um aprofundamento da revelação de quem Ele é.
A Lei era ineficaz para aperfeiçoar e a Graça veio trazer transformação. Da mesma forma que fomos salvos pela Fé (Efésios 2:8), a nossa santificação também vem pela fé, segundo Romanos 1:17: “Porque a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: ‘O justo viverá por fé’”. Logo, podemos ver que a Graça não veio apenas trazer perdão (já presente na antiga aliança por meio dos sacrifícios de animais), mas a remoção completa dos pecados (Judas 1:24). A Graça deve ser entendida como força capacitadora: “Então ele me disse: ‘A minha graça é o que basta para você, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”. (2Co 12). “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou. E a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã. Pelo contrário, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo”. (1Co 15:10). Que nós possamos continuar a crescer em entendimento da Graça Transformadora do nosso Pai, e que sua ação em nós não apenas traga remoção de pecados, mas cumpra o propósito completo de nos capacitar à obediência da verdade.
Deus o abençoe!

